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Sociedade Monocromática.

novembro 11, 2010

Hi’llo!

Depois de um tempo, to postando de novo! Espero que gostem…


Frias são as noites, como elas devem ser. Tristes, vazias… Como todos os dias também devem ser. Atividades cujas razões são inexplicáveis percorrem imponentes meus dias, por unânime decisão. Chamam-na de rotina; chamam-na de minhas escolhas.

Minhas.

Até onde o pronome possessivo me é atribuído para que eu decida o conteúdo que motiva o seu uso? Entidades secretas aos olhos dos tolos compram esses resultados, mas os resultados são e serão sempre justos no fim das contas. Pois eles são poderosos; eles que escrevem nossas vidas.

E as suas escolhas são nossas referências inconscientes.

O calor escaldante do Sol distorce o tempo e as cores do céu são mais vívidas, como as minhas memórias. Logo, o passado é tão real quanto o momento atual, uma lembrança das coisas que existiram, mas não se passaram em minha vida.

Sob o cair da noite, um ponto de acesso à ilusão dos meus amigos imaginários é o que me assegura de continuar seguindo e distraído das coisas com que deveria me preocupar. Coisas essas que, porém, me fogem às ideias. E ao sair por esse portal, lá estão várias instâncias da vida real, espalhadas, dançantes, que pendem e balançam em frente aos meus olhos, pedindo minha atenção e que me preocupe com elas, para que possam me engolir adentro de seu cárcere de desespero. Pseudo-habitat sem ecossistema, inadaptável e inexistente pra mim.

Ou sou eu quem não já não sabe discernir onde a vida real se passa?

Porque muitas são as pessoas de várias cores, que vejo andar em várias direções e, elas agem de modos diferentes: espontâneas, revolucionárias. E seus heróis são anti-heróis, e seus exemplos são tão complexos quanto o que se quer explicar… Mas o quê elas realmente querem entender com esses discursos cheios de expressões e de palavras?

Palavras cheias de conceitos que se anulam.

Só que por mais longos que sejam seus movimentos, com paciência nota-se que eles se repetem, e com o passar do tempo em grandes quantidades reduzem-se a relação de distância entre esses eventos, e então as pessoas se tornam chatas, repetidas, e seus pensamentos parecem pequenos, cheios de voltas e pontes de conceitos ineficientes, gastos…
Seus ideais tão bem definidos que moldam o formato dos seus egos: consumistas de ideias prontas.

E no entardecer solitário dos que assistem ao temporal de uma evolução natural quase iminente, com pesar, vêem que as vívidas cores escorrem para uma sociedade podre, monocromática… Para momentos confusos, perdidos.

Momentos que não farão parte das memórias do passado.

2 Comentários leave one →
  1. novembro 11, 2010 10:11 pm

    Fred!! Parabéns pelo seu trabalho!! Sempre é intrigante ler o que você pensa, sente…
    Me estimula a pensar e -porquê não?- sentir também!
    Continue assim! Não é só porque tenho muito orgulho em ser sua “Partner”, mas Te Admiro imensuravelmente!
    Abraços e Beijos! :*

  2. novembro 12, 2010 8:47 am

    Well, sweety, esse está simplesmente ótimo! Adoro a imagem obscura, o clima de desconcerto perante o mundo.
    O dia é sim triste, mas a noite é linda, não posso obrigá-lo a admitir. A noite é o que nos liberta, somos o que queremos a noite, assim como na internet. A noite não faz parte da nossa vida, mas um Limbo terrestre, usando conceitos cristãos (eu acho).
    Mais vale todos os heróis mortos, do que um simples nome à boca. A farsa começa com uma simples palavra. Pessoas são farsas do mesmo modo. Eu, você, todos. São seres moldados por contratos sociais, e exatamente por isso piores.
    O fim está lindo, acho até que vou roubar a little para um poeminha, espero que não se importe. Se se importar, well, I don’t care anyway. Só estou avisando com antecedência mesmo.
    Não gosto do passado, é sempre ruim, as coisas boas não fazem parte do passado, pelo menos no meu caso. Well, mas isso já é fora do assunto, nee? Well
    Novamente, lindo texto. Espero o próximo

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