Uma Ultima Xícara de Café.
homenagem póstuma ao meu avô! (é certo falar assim?)
Pendurado nas paredes cansadas pelo tempo, e pesadas de memórias antigas, indeléveis, o relógio cochila enquanto seus ponteiros incessantes anunciam as horas ultimas do dia, o silêncio, nesses momentos grita em nossos ouvidos e corpos fúnebres e fantasiosos nos rodeiam nas alucinação do sono, mas não se pode dormir essas horas.
A xícara de café sobre a mesa ainda é quente e seu aroma leve e doce entristece a madrugada fria e solitária, a cada intervalo entre os cochilos um pedaço de pesadelo é misturado à realidade e a voz forte da noite sussurra em seus ouvidos o fim de um mundo, de um mundo relativo.
Lembranças.
A brisa fria que vem de fora anuncia as boa novas, e trás um sono, um sono mais forte, duradouro. A consolação neste momento entra e lhe abraça, e em seus braços você adormece, e por todo o amor que causa uma ligação inexorável entre dois humanos, ela te conforta, que o outro pedaço de você, agora tem de ser levado.
E cada momento a mais, e a cada segundo a mais, as luzes se apagão, gradativamente, e lua olha sobre tudo silenciosa e com misericórdia, reduz o seu brilho, e os ruídos noturnos reduzem, as cigarras, em luto param de cantar. Sua respiração não mais ar consome, e seus olhos não mais abertos permanecem e teatro da vida ali fecha as cortinas, paulatinamente como são o fim das coisas, tristes.
E as horas primeiras de um novo dia são anunciadas e uma ultima xícara adormecida de seu café, repousa e esfria,
Em luto.
Nossa Fred, muito bom!
Você é muito sensível com as palavras!
Continue assim!
Beijos! SUSSESSO!
PS: Homenagem pÓstuma
Nossa…
Que palavras em…
=\
Axo q precisava ouvir isso hj…
=/
Muito lindo Fred…
Valeu !!!!